Bombas de fragmentação deixam mais de mil vítimas em um ano e Ucrânia concentra maior número de casos

Bombas de fragmentação deixam mais de mil vítimas em um ano e Ucrânia concentra maior número de casos

Relatório internacional alerta que civis continuam representando grande parte das pessoas atingidas por armamento proibido em diversos países

Mais de mil pessoas morreram ou ficaram feridas por bombas de fragmentação durante 2025, segundo um novo levantamento divulgado nesta terça-feira (8).

Os números voltam a chamar a atenção para os efeitos de um tipo de armamento particularmente perigoso para populações civis.

De acordo com o relatório anual da Coalizão contra Munições de Fragmentação, foram registradas pelo menos 1.063 vítimas ao longo do ano passado.

A Ucrânia aparece como o país com maior número de casos.

Bombas de fragmentação funcionam de maneira diferente de explosivos convencionais. Ao serem lançadas, elas liberam diversos artefatos menores sobre uma área relativamente grande.

Parte desses explosivos pode não detonar imediatamente.

Isso significa que o risco permanece mesmo depois do fim de uma batalha, pois munições que ficaram no solo podem explodir posteriormente, atingindo moradores, agricultores e crianças.

O problema levou dezenas de países a aderirem à Convenção sobre Munições Cluster, conhecida também como Convenção de Oslo, aprovada em 2008.

O tratado proíbe o uso, produção, armazenamento e transferência desse tipo de armamento entre os países participantes.

Entretanto, nem todas as grandes potências militares fazem parte do acordo.

A utilização dessas munições durante a guerra na Ucrânia voltou a colocar o assunto no centro do debate internacional.

O impacto sobre civis é um dos principais argumentos utilizados por organizações humanitárias para defender uma proibição mais ampla.

Além das mortes e ferimentos registrados durante ataques, existe uma preocupação de longo prazo.

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Territórios afetados podem precisar passar por extensas operações de remoção de explosivos após o encerramento de conflitos.

Esse processo pode levar anos ou até décadas.

Para as organizações responsáveis pelo levantamento, o número de vítimas registrado em 2025 reforça a necessidade de ampliar os esforços internacionais contra o uso desse armamento.

A Ucrânia se tornou o principal símbolo atual do problema, mas os riscos das bombas de fragmentação continuam presentes em diferentes regiões que passaram por guerras.