Carlos Bernardo defende Hospital Binacional de alta complexidade para atender moradores da fronteira

Carlos Bernardo defende Hospital Binacional de alta complexidade para atender moradores da fronteira

Candidato a deputado federal afirma que a distância até unidades especializadas coloca pacientes em risco e defende uma estrutura hospitalar capaz de atender casos graves na região fronteiriça

O candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul Carlos Bernardo (União Brasil) defendeu a implantação de um Hospital Binacional de alta complexidade na região de fronteira. Segundo ele, moradores que sofrem acidentes ou enfrentam situações graves de saúde precisam percorrer longas distâncias em busca de atendimento especializado.

“Hoje, quem sofre acidente na fronteira acaba morrendo no caminho. Por isso, precisamos de um Hospital Binacional de alta complexidade”, declarou Carlos Bernardo.

A proposta apresentada pelo candidato chama atenção para uma dificuldade enfrentada pela população que vive nos municípios fronteiriços: a falta de uma estrutura próxima preparada para realizar procedimentos de maior complexidade.

Em casos de acidentes graves, infartos, acidentes vasculares cerebrais e outras emergências, o tempo necessário para transportar o paciente pode influenciar diretamente as chances de recuperação. Para Carlos Bernardo, a implantação de um hospital com atendimento especializado ajudaria a reduzir esse deslocamento e fortaleceria a assistência à saúde na fronteira.

“A população da fronteira não pode continuar dependendo de horas de viagem para conseguir um atendimento que precisa ser imediato. Quando falamos de emergência, cada minuto pode representar a diferença entre salvar ou perder uma vida”, afirmou.

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Atendimento para uma região integrada

A ideia de uma unidade binacional considera a realidade de cidades brasileiras e paraguaias que mantêm uma forte relação econômica, social e familiar. Mesmo separadas por uma fronteira internacional, essas comunidades compartilham diariamente serviços, comércio e circulação de trabalhadores e estudantes.

Na avaliação de Carlos Bernardo, a saúde também precisa ser discutida de maneira integrada, por meio de diálogo entre os governos e da construção de uma estrutura capaz de responder às necessidades da população da região.

“A fronteira precisa ser tratada como uma região estratégica. Precisamos buscar união, planejamento e investimentos para oferecer um atendimento digno aos moradores dos dois lados”, destacou.

O candidato defende que o projeto seja discutido com autoridades municipais, estaduais e federais, além dos representantes do Paraguai. A implantação de uma unidade desse porte dependeria de estudos técnicos, definição de responsabilidades, fontes de financiamento e acordos entre os países.

Carlos Bernardo afirmou que pretende colocar o fortalecimento da saúde pública entre as prioridades de sua atuação política. Para ele, a população que vive longe dos grandes centros precisa ter acesso aos mesmos recursos médicos disponíveis nas capitais.

“Não podemos aceitar que o endereço de uma pessoa determine sua chance de sobreviver. Quem mora na fronteira também merece atendimento rápido, especializado e de qualidade”, concluiu.

A proposta do Hospital Binacional deverá avançar no debate público para que sejam avaliadas sua viabilidade, localização, capacidade de atendimento e modelo de administração. A expectativa apresentada por Carlos Bernardo é que o tema mobilize lideranças dos dois países e resulte em uma solução permanente para a saúde da população fronteiriça.