Em menos de dois anos do segundo mandato, Donald Trump acumulou iniciativas para renomear locais, instituições e acidentes geográficos, algumas delas em homenagem ao próprio presidente.
Desde que retornou à Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a adotar mudanças de nomes de lugares, prédios e instituições como uma das marcas de seu segundo mandato.
As iniciativas incluem desde alterações em mapas e espaços públicos até propostas envolvendo regiões de importância geopolítica. Algumas foram implementadas dentro dos Estados Unidos, enquanto outras enfrentaram resistência judicial, críticas políticas ou rejeição de governos estrangeiros.
A proposta mais recente envolve o estado do Novo México, que Trump sugeriu rebatizar como “Nova América”.
Golfo do México virou ‘Golfo da América’ nos EUA
Uma das primeiras e mais conhecidas medidas ocorreu em janeiro de 2025, quando Trump assinou uma ordem executiva determinando que o governo norte-americano passasse a utilizar o nome “Golfo da América” para se referir ao Golfo do México.
A alteração teve efeito principalmente dentro dos Estados Unidos e não obrigou outros países a adotar a nova denominação.
Serviços digitais como Google Maps e Apple Maps passaram a apresentar o novo nome para usuários norte-americanos.
O governo mexicano, no entanto, rejeitou a mudança. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou na época que os Estados Unidos não tinham autoridade para impor internacionalmente a nova nomenclatura.
Nome de Trump chegou ao Kennedy Center
Em dezembro de 2025, Trump também apoiou a inclusão de seu nome no Kennedy Center, tradicional centro de artes cênicas localizado em Washington e criado em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy.
A iniciativa provocou críticas de integrantes do Congresso, historiadores e membros da família Kennedy.
O nome do atual presidente chegou a ser retirado após uma decisão judicial, mas posteriormente voltou a aparecer na fachada da instituição após nova decisão.
Em agosto de 2026, o conselho do centro cultural aprovou uma inscrição mencionando a restauração e reforma do espaço durante o governo Trump.
Instituto da Paz também recebeu nome do presidente
Outra mudança ocorreu no Instituto da Paz dos Estados Unidos, instituição criada para atuar na prevenção e resolução de conflitos internacionais.
Em dezembro de 2025, o nome de Donald Trump foi acrescentado à denominação da entidade.
A alteração ocorreu pouco antes de uma cerimônia relacionada a um acordo entre Ruanda e República Democrática do Congo.
O governo americano justificou a homenagem como reconhecimento ao papel do presidente em iniciativas diplomáticas.
Aeroporto da Flórida foi rebatizado
Em julho de 2026, o aeroporto internacional de Palm Beach, na Flórida, também passou a carregar o nome do presidente.
O local foi rebatizado como Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump.
A justificativa apresentada foi a forte ligação do presidente com a região, onde está localizado o resort Mar-a-Lago, uma das propriedades mais conhecidas de Trump.
Lago Ontário passou a ser chamado de ‘Lago América’ nos EUA
Em agosto de 2026, durante um período de tensão comercial entre Estados Unidos e Canadá, Trump assinou uma ordem estabelecendo o nome “Lago América” para o Lago Ontário dentro dos registros do governo americano.
O lago está localizado na fronteira entre os dois países e faz parte do conjunto dos Grandes Lagos da América do Norte.
A mudança foi adotada por plataformas digitais para usuários dos Estados Unidos, mas rejeitada por autoridades canadenses.
O governo do Canadá manteve a denominação tradicional e afirmou que a decisão americana não altera o nome internacionalmente reconhecido.
Trump sugeriu ‘Estreito de Trump’
Em setembro de 2026, Donald Trump também sugeriu renomear o Estreito de Ormuz como “Estreito de Trump”.
A proposta surgiu em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e às disputas sobre a segurança da passagem marítima.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas estratégicas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
O governo iraniano rejeitou as declarações e reforçou sua posição sobre a soberania e o controle da região.
‘Nova América’ entra na lista de propostas
A mais recente iniciativa envolve o estado do Novo México.
Trump defendeu publicamente a mudança do nome para “Nova América”, em meio a novas tensões nas relações comerciais com o México.
A proposta ganhou repercussão após publicações feitas pelo presidente nas redes sociais.
Até o momento, a ideia ainda depende de etapas legais e políticas para que possa avançar.
Mudanças misturam política interna e disputas internacionais
As iniciativas mostram um padrão no segundo mandato de Trump: o uso de nomes de lugares e instituições como instrumento de comunicação política.
Em alguns casos, as mudanças servem como homenagens diretas ao presidente. Em outros, aparecem associadas a disputas diplomáticas e geopolíticas com países como México, Canadá e Irã.
Enquanto determinadas alterações foram implementadas no âmbito federal norte-americano, outras continuam sendo contestadas ou permanecem apenas como propostas.
