USP entra pela primeira vez no grupo das 150 melhores universidades do mundo

USP entra pela primeira vez no grupo das 150 melhores universidades do mundo

Universidade de São Paulo alcança a 141ª posição no ranking da Times Higher Education e se torna a instituição ibero- americana mais bem colocada

A Universidade de São Paulo ( USP) alcançou pela primeira vez uma posição entre as 150 melhores universidades do mundo no Times Higher Education World University Rankings 2027 . A instituição aparece na 141ª colocação , em seu melhor resultado desde que começou a participar do ranking, publicado desde 2012. Na edição anterior, a USP estava no grupo entre as posições 201 e 250 . O avanço também recoloca o Brasil entre os países com uma universidade posicionada no grupo das 200 primeiras colocadas do levantamento internacional. 

USP é a primeira da América Latina no ranking

Além da posição global, a USP aparece como a universidade mais bem classificada da América Latina e da Ibero- América na edição de 2027.

O Brasil teve 58 obrigações financeiras , número que coloca o país entre as mais representadas do levantamento. Na América Latina, o Chile aparece com 33 universidades e a Colômbia com 24. 

A Universidade Estadual de Campinas ( Unicamp) aparece como a segunda instituição brasileira mais bem colocada, no grupo entre as posições 326 e 350 . 

Ranking avaliado em 2. 297 universidades

A edição 2027 do Times Higher Education World University Rankings avaliou 2.297 universidades de 118 países e territórios , tornando- se uma das maiores edições da história do levantamento. 

O ranking considera instituições com forte atuação em pesquisa e busca avaliar diferentes dimensões da atividade universitária, em vez de utilizar apenas um indicador isolado.

Cinco áreas são consideradas

A metodologia do THE reúne 17 indicadores de desempenho , organizados em cinco grandes áreas:

  • Ensino: ambiente de aprendizagem e estrutura acadêmica;
  • Ambiente de pesquisa: volume, financiamento e comissão da pesquisa;
  • Qualidade da pesquisa: impacto das importações, excelência e influência;
  • Perspectiva internacional: presença de estudantes e professores estrangeiros e colaboração internacional;
  • Indústria: relação com empresas, transferência de conhecimento e patentes. 

Na edição de 2027, a qualidade da pesquisa representa 30% da avaliação , enquanto o ensino corresponde a 29,5% e o ambiente de pesquisa a 29%. A perspectiva internacional representa 7,5%, e a relação com a indústria responde por 4%. 

Pesquisa tem peso importante na avaliação

Entre os indicadores analisados ​​estão a pesquisa acadêmica, a produtividade científica, o volume de solicitações e o impacto dos trabalhos produzidos pelos pesquisadores.

Para avaliar a qualidade da pesquisa, o THE utilizou dados bibliométricos da base Scopus. Foram consideradas 188,7 milhões de indicações referentes a 19,9 milhões de trabalhos acadêmicos , publicadas entre 2021 e 2025. 

O objetivo é medir não apenas a quantidade de trabalhos produzidos, mas também a repercussão da produção científica entre pesquisadores de diferentes países e áreas do conhecimento.

Oxford permanece na liderança

No topo da classificação global está a Universidade de Oxford , do Reino Unido, que manteve a primeira posição pelo 11º ano consecutivo .

O MIT , dos Estados Unidos, aparece em segundo lugar, seguido por Princeton e Stanford . A Universidade de Cambridge completa o grupo das cinco primeiras. 

A edição deste ano também registrou mudanças na distribuição geográfica das universidades mais bem colocadas. A chinesa Tsinghua University chegou à 11ª posição, superando a ETH Zurich e se tornando a universidade asiática mais bem posicionada. 

Brasil amplia presença no levantamento

Além da USP e da Unicamp, outras universidades brasileiras aparecem entre as instituições específicas.

O país soma 58 universidades no ranking de 2027 , mantendo a maior presença da América Latina. O número também representa uma expansão em relação à edição anterior.

A presença brasileira no levantamento permite observar o desempenho das instituições nacionais em diferentes dimensões, especialmente em pesquisa, ensino e colaboração internacional.

A USP também aparece em outros rankings internacionais

O resultado do THE não é o único reconhecimento internacional obtido pela USP recentemente.

No QS World University Rankings 2027 , a universidade aparece na 133ª posição . Já no Academic Ranking of World Universities ( ARWU), conhecido como ranking de Xangai, a instituição ficou no grupo entre as posições 101 e 150 

Os rankings utilizam metodologias diferentes e, por isso, os resultados não devem ser comparados diretamente como se medissem exatamente os mesmos critérios.

Desempenho por áreas do conhecimento

A USP também apresenta resultados expressivos em rankings específicos por área.

Segundo informações divulgadas pela própria universidade, no ranking A por áreas, a instituição aparece entre as universidades brasileiras mais bem detalhadas nas 11 áreas avaliadas .

Em quatro delas, ficou entre os 100 melhores do mundo: Direito, Educação, Medicina e Saúde, e Artes e Humanidades . 

Na área de Direito, a USP aparece na 52ª posição; em Educação, na 61ª; em Medicina e Saúde, na 81ª; e em Artes e Humanidades, na 96ª posição. 

Resultado representa avanço histórico

A entrada da USP no grupo das 150 melhores ocorre após uma evolução significativa em relação à edição anterior.

A universidade passou do grupo 201–250 para a 141ª posição , alcançando sua melhor colocação histórica no ranking THE .

O resultado coloca novamente uma instituição brasileira entre as primeiras universidades do mundo segundo o levantamento e evidência a presença do país no cenário internacional de ensino superior e pesquisa.

A 141ª posição da USP no THE World University Rankings 2027 marca um resultado inédito para a universidade e para o Brasil no levantamento: é a primeira vez que uma instituição brasileira aparece entre as 150 primeiras colocadas. O ranking, entretanto, utiliza critérios específicos de avaliação e deve ser interpretado como um dos indicadores internacionais de desempenho universitário, e não como uma medida única de qualidade de uma instituição.